
Francisco Paralta
Breve biografia
Francisco Paralta nasceu em 1963 em Campo Maior.
Ao ser-lhe detetado um problema visual, aos cinco anos de idade ruma a Coimbra para estudar numa escola especializada, INSTITUTO DE CEGOS DE COIMBRA, onde permaneceu até concluir o sétimo ano.
Em 1978 volta a Campo Maior, onde continua os estudos na escola secundaria desta terra e, por fim, na escola Dom Sancho em Elvas.
Já nesta altura o autor cantava e participava em espetáculos, tendo-se dedicado completamente à música e acabando por abandonar os estudos.
Francisco Paralta começa a ter atuações em todo o país e em alguns países europeus como: Bélgica, Luxemburgo, França, Espanha, etc…
Aos 24 anos, em simultâneo com a vida artística, começa a trabalhar na Câmara Municipal de Campo Maior, onde ainda permanece.
Aos 37 anos deixa de cantar por problemas de saúde, mas continua a escrever e a compor canções.
Em 2010, junto com alguns amigos, cria uma associação cultural, de onde nasce o grupo musical Vozes da Nossa Terra, do qual faz parte tocando teclas, ensaiando, compondo e fazendo concertos.
É nos súbitos momentos de inspiração, em qualquer hora do dia ou da noite, que o autor escreve o que lhe vai na alma.
Obras publicadas em Filigrana Editora

NÃO HÁ VIDA SEM Fado
NÃO HÁ VIDA SEM FADO é a certeza que ilumina a existência de Francisco Paralta, num percurso de paixão, ternura, desilusão...
Na procura do amor à sua gente Alentejana, tendo sempre em atenção o fado que domina a sua vida desde criança.
Para além dos estados de alma, está bem explícito neste livro o gosto que o autor tem pelas tradições do seu povo e da sua terra.
Carmita

GUITARRA DIZ-ME PORQUÊ
Diz-me lá guitarra querida
porque me prendeste assim,
pois sem ti, guitarra, a vida,
não tem sentido pra mim.
Tuas cordas ao vibrar
devem ter feitiçaria,
que me obrigam a cantar
a qualquer hora do dia.
Porque é que nós não podemos
separar-nos um momento,
bem sei que não nos perdemos,
mas tal era o sofrimento.
Só a teu lado é que canto
como toda a gente vê,
mais porque te quero eu tanto,
guitarra diz-me porquê.